PROJEÇÕES GIGANTESCAS

Esse trabalho audiovisual surpreende e impressiona, primeiro pela tamanho da projeção feita sobre um morro na ilha Jersey. A definição e potencia de luz dos projetores glorificam a imagem. Nem é preciso comentar.

Mas nao é só isso. A qualidade das animações e o diálogo entre passado, presente e futuro que elas evocam é muito belo. Essas projeções aconteceram no inicio de outubro de 2009, na Ilha Jersey, Canal da Mancha, parte do festival internacional de filmes da cidade > www.branchagefestival.com

24/10/2009 at 12:23 1 comentário

Contradições das Cidades

Cinco anos depois da inauguração da nova capital Joaquim Pedro de Andrade encontrou apenas um terço dos habitantes do DF morando no plano piloto de Brasília. Ele foi contratado pela Olivetti para fazer um institucional belo e sem ranhuras. Mas acabou encontrando a realidade comum na América Latina: a maioria do povo que trabalha pra cidade existir e crescer é dela excluído.

Joaquim nao teve medo e mostrar o que encontrou, num filme que subverte sua própria narrativa institucional. A Olivetti nao aprovou o filme, evitando confronto com os militares que acabavam de se instalar. O documentário ficou meio perdido, cult escondido. Foi restaurado ha pouco tempo pela Cinemateca Brasileira.

No trecho que coloquei aqui, a gente vê os surgimentos dos bairros periféricos. Destaque para o plano que mostra uma favela de madeirite e para o depoimento de uma senhora (provavelmente do interior de Goiás). O filme inteiro está como extra do DVD Macunaíma – ou por ai pela internet.

Agora, Brasília vai fazer 50 anos, o DF tem mais de 2,5 milhoes; e só 12% vive no plano piloto. A esmagadora maioria das pessoas vive numa cidade comum, cheia de problemas e com algumas soluções.

22/10/2009 at 22:22 Deixe um comentário

De uma janela a outras

Esse fotografo jovem e paciente, Julio Bittencourt, naao resistiu à sua compulsao calma e abriu essas janelas pra gente. O resultado é um trabalho de metalinguagem, onde o que a gente têm diferentes camadas de significado. As janelas desse prédio nos levam a outras janelas. Às vezes estamos do lado de dentro. Outras, na banda de fora. As câmeras sao janelas pra luz da memória. Os olhos piscas e trocam-se as cortinas.

O link da foto abaixo leva para o álbum. Veja também este vídeo!

amostra do livro Metrópolis

amostra do livro Metrópolis

11/10/2009 at 14:48 Deixe um comentário

Buscando experimentar

Uma das coisas mais valiosas num site é a experiência que ele proporciona ao usuário. Dizendo melhor, toda e qualquer boa criaçao visual (+audio) precinde de experiência. As pessoas buscam muito mais que informaçao, que conteúdo. Buscam ter uma experiência interessante, interativa. O site abaixo é um exemplo. Esqueça amúsica (poderia ser melhor kskskskkss), e perceba como é bom ter uma boa experiência.

Frame do site

Frame do site

05/10/2009 at 23:29 Deixe um comentário

Apague as luzes

Vamos brincar com seus sentidos, auditivos e visuais? Veja o video abaixo, mas apague todas as luzes do ambiente que voce esteja e aumente a tela de exibiçao. Veja e escute! O que voce sente?

05/10/2009 at 23:05 Deixe um comentário

A força dos momentos

Muitos documentários têm sua força nos momentos que registram. Mesmo com um arco narrativo fraco, a simples observação desses momentos para transformá-los em cenas, alguns filmes conseguem agarrar a audiência pelo inusitado, pelo deslumbre, pela descoberta.

Um belo exemplo disso é o filme Saravah (1972), de Pierre Barouh. O que poderia ser uma fragilidade: construir o roteiro cenas independentes; aqui é um trunfo. Uma carta na manga potencializada pelos 37 anos de diferença com o presente, pela descoberta da doçura e felicidade da nossa música.

01/10/2009 at 17:07 Deixe um comentário

Antes do cinema, a memória

O ensaísta de fotografias Jonh Berger falou, uma vez, que o antecessor da fotografia nao era a pintura – como a gentefacilmente pode pensar. Mas a prórpria memória humana. Isso mesmo. Antes da fotografia havia a memória! Parece absurdo, mas faz sentido. Depois da fotografia e do cinema ficou mais fácil, mais lúdico, lembrar. Da pra lembrar até de coisas que nao vivemos, que nem existiram de fato. O cinema cria nossa memória.

Aí eu me surpreendo com um documentarista que usa o cinema para encontrar sua prórpia memória e faz um documentário de animaçao. Isso mesmo. Outro absurdo? Nao! Uma genialidade: voltar ao seu passado desenhando-o. Valsa Com Bashir conta a história de um cineasta israelense que tenta se livrar dos traumas de guerra que viveu quando era jovem recruta. Um filme sensível e forte, ao mesmo tempo. Ou voce nunca teve aquela sensaçao de nao saber se  o que está lembrando realmente aconteceu?

29/09/2009 at 00:16 Deixe um comentário

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